Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso recomenda adoção do Protocolo Antifeminicídio nas redações

Sindjor-MT destaca importância do “Protocolo Antifeminicídio” e reforça papel ético do jornalismo no enfrentamento à violência de gênero

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público destacar a importância do Protocolo Antifeminicídio – Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística, publicado pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI), como um documento essencial para fortalecer uma prática jornalística ética, humanizada e comprometida com os direitos humanos.

O material, lançado em 2024, propõe um conjunto de orientações que ajudam profissionais da imprensa a noticiar casos de feminicídio e violência contra a mulher sem revitimizar as vítimas e suas famílias, evitando estigmatizações, julgamentos morais e discursos que reforcem a cultura da misoginia.

Entre as diretrizes, o protocolo orienta jornalistas a humanizarem as vítimas, usarem linguagem adequada, evitarem termos como “crime passional” ou “ataque de ciúmes” e priorizarem fontes especializadas e dados oficiais. O documento também recomenda que os veículos de comunicação assumam posicionamentos públicos contra a violência de gênero, incluindo, ao final das matérias, informações de acolhimento e canais de denúncia, como o Ligue 180.

Para o diretor de Comunicação do Sindjor-MT, Konrad Felipe, a iniciativa “reforça a responsabilidade social do jornalismo na desconstrução de narrativas machistas e na promoção de uma cultura de igualdade”. Segundo ele, “o feminicídio é o ápice de um ciclo de violências que começa na linguagem. Quando a imprensa reproduz estereótipos, também contribui para manter esse ciclo”.

O sindicato orienta jornalistas e estudantes de Comunicação a estudarem o material e incorporarem suas práticas ao cotidiano das redações mato-grossenses, fortalecendo o compromisso da categoria com um jornalismo que informe, eduque e proteja vidas.

Para baixar O Protocolo Antifeminicídio – Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística clique aqui

Fale com o Sindjor!