Dia do Jornalista é marcado por defesa da profissão e denúncia da precarização do trabalho

Em meio a ataques à imprensa, avanço da desinformação e precarização do trabalho, o 7 de abril marca não apenas uma data simbólica, mas um chamado à resistência e à valorização do jornalismo como pilar essencial da democracia brasileira.

O Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril, vai além de uma data comemorativa: é um marco de resistência em defesa da democracia, da liberdade de expressão e da valorização profissional. Instituída em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa, a data homenageia Giovanni Battista Líbero Badaró, assassinado por sua atuação crítica contra os abusos do poder no período imperial.

Quase dois séculos depois, o cenário ainda exige coragem. O jornalismo segue sendo alvo de ataques sistemáticos, descredibilização pública e condições de trabalho cada vez mais precarizadas.

A ascensão da desinformação, impulsionada pelas chamadas fake news, impõe novos desafios à profissão, ao mesmo tempo em que reforça a importância do jornalista como agente essencial na verificação dos fatos e na garantia do direito à informação.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, Itamar Perenha, o momento exige posicionamento firme da categoria. “O jornalismo está sob ataque, e isso não é por acaso. Quando se tenta deslegitimar a imprensa, o que está em jogo é o direito da população de ser informada com qualidade. Não vamos aceitar a precarização do trabalho, nem o enfraquecimento da nossa profissão. Defender o jornalismo é defender a democracia.”

A data também reforça a necessidade de valorização da formação profissional, da manutenção do diploma e da garantia de condições dignas de trabalho para os jornalistas em todo o país.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a defesa intransigente da categoria, da ética jornalística e da liberdade de imprensa, pilares fundamentais para a manutenção do Estado democrático de direito.

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