Sindjor-MT atua na defesa da liberdade de imprensa e atende denúncias de bloqueios durante as eleições de 2026

Entidade manteve plantões e canais de comunicação com a Justiça Eleitoral para acompanhar restrições a veículos jornalísticos; demandas envolveram publicações de Cáceres e do portal Fatos de Mato Grosso

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) manteve atuação institucional durante o período eleitoral de 2026, com atenção especial à defesa da liberdade de imprensa e ao acompanhamento de denúncias relacionadas ao bloqueio de conteúdos jornalísticos em plataformas digitais. A entidade prestou atendimento a dois veículos de comunicação que relataram problemas de acesso ou restrições às suas publicações.

Segundo o presidente do Sindjor-MT, Itamar Perenha, a entidade não participou institucionalmente de campanhas eleitorais, preservando sua independência político-partidária e seu compromisso com a defesa da categoria. A posição foi mantida mesmo diante da participação individual de integrantes da diretoria em diferentes atividades do processo eleitoral.

Durante o período, o presidente e o advogado Waldex Mattos realizaram plantões e estabeleceram canais de comunicação com instâncias da Justiça Eleitoral e orientações para resolução dos problemas. 

A atuação teve como objetivo acompanhar as demandas recebidas, buscar esclarecimentos sobre as restrições e contribuir para a garantia do exercício profissional dos jornalistas.

Sindicato acompanhou dois casos em Mato Grosso

Entre as solicitações atendidas pelo Sindjor-MT estão situações envolvendo o Jornal Comunitário, do município de Cáceres, e o portal Fatos de Mato Grosso, que procuraram a entidade durante o período eleitoral.

No caso do Fatos de Mato Grosso, a jornalista Rojane Marta encaminhou, em 5 de outubro, uma comunicação formal à diretoria do Sindicato relatando que dezenas de reportagens publicadas no perfil @fatosdematogrosso, no Instagram, estavam indisponíveis para usuários brasileiros desde o dia 2 de outubro.

Segundo a profissional, a plataforma Meta apresentava uma justificativa genérica, com referência à regulamentação eleitoral, sem identificar o responsável pela solicitação de bloqueio ou indicar eventual decisão judicial. A jornalista também relatou que não havia possibilidade de recorrer da restrição diretamente pelo aplicativo.

Entre os conteúdos atingidos estavam reportagens sobre a apuração do primeiro turno das eleições em Mato Grosso e matérias sem relação direta com o pleito, incluindo uma publicação sobre gastos com pessoal da Prefeitura de Cuiabá e os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Diante da situação, o veículo solicitou acompanhamento do Sindjor-MT e sugeriu a possibilidade de articulação com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.

Reportagens foram restabelecidas

Em resposta encaminhada no dia 6 de outubro, a direção do Sindjor-MT informou que já havia adotado providências relacionadas à demanda, com resolução parcial naquele momento, enquanto outras questões permaneciam em análise.

Dois dias depois, em 8 de outubro, a jornalista Rojane Marta comunicou ao Sindicato que as reportagens haviam sido restabelecidas.

“Muito obrigada pela atenção, Itamar. Reportagens restabelecidas”, escreveu a profissional na mensagem encaminhada à entidade.

O retorno foi recebido como um resultado positivo no acompanhamento da demanda. O próprio veículo também havia informado que notificara a Meta por intermédio de advogado.

Independência e compromisso com a categoria

Para o Sindjor-MT, a atuação durante as eleições reafirma o papel da entidade na representação profissional dos jornalistas, independentemente de posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos.

O Sindicato destaca que sua responsabilidade institucional não se limita às campanhas salariais e às relações de trabalho, abrangendo também a defesa das condições necessárias ao exercício do jornalismo, especialmente diante de situações que possam comprometer a circulação de informações de interesse público.

A regulamentação da propaganda eleitoral estabelece limites para a remoção judicial de conteúdos publicados na internet, com regras destinadas a proteger a liberdade de expressão e o debate democrático. Nesse contexto, restrições a publicações jornalísticas exigem atenção e análise individualizada.

Ao registrar os atendimentos realizados, o Sindjor-MT reforça que permaneceu em atividade durante o processo eleitoral, oferecendo suporte aos profissionais e acompanhando situações que poderiam afetar o trabalho da imprensa mato-grossense.

A entidade reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa, o direito à informação, a independência editorial e a defesa dos jornalistas de Mato Grosso.

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