Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores, do Instituto Vladimir Herzog, nomeia vice-presidente do SINDJOR como representante em MT

O jornalismo em Mato Grosso ganha um novo e importante aliado na defesa da segurança de seus profissionais. O vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR/MT), Rogério Florentino, foi formalmente indicado como representante estadual da Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores, uma articulação crucial liderada pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2018.

A nomeação fortalece a atuação local contra um cenário de crescentes ameaças à liberdade de imprensa. Florentino, que também ocupa o cargo de Diretor de Prerrogativas dos Jornalistas no sindicato, já integrava a Rede desde 2022, mas agora assume a responsabilidade de ser o principal elo entre os profissionais do estado e a estrutura nacional de amparo.
A ponte entre o SINDJOR e a Rede de Proteção vem sendo feita há vários anos e ajudou na defesa de mais de 18 jornalistas de todo estado que sofreram e sofrem com o assédio judicial.

Um elo contra a violência

Mas qual o peso prático dessa representação? A Rede Nacional não é um órgão burocrático, ela funciona como uma frente de batalha articulada, reunindo desde sindicatos e coletivos até organizações da sociedade civil para combater a violência que assombra comunicadores. É um trabalho que vai desde o acolhimento de denúncias de agressão até a oferta de suporte jurídico e psicológico para quem está na linha de frente da informação.

A indicação de Florentino, portanto, significa que jornalistas mato-grossenses em situação de risco terão um canal mais direto e fortalecido para buscar proteção e acionar os mecanismos de defesa disponíveis, uma tarefa vital em um país onde informar sobre temas sensíveis pode custar caro.

Trajetória de múltiplas frentes

A escolha de Rogério Florentino não é aleatória. Com um currículo que transita entre a prática e a academia, ele trabalha como repórter, fotojornalista e repórter cinematográfico, todos com registro profissional (DRT 1931-MT), também atuou como professor de Fotojornalismo e Semiótica, além de ser formado em direito e ter advogado por mais de 20 anos.

Sua experiência incluí a chefia de edição no site www.conexaomt.com e reportagens para a TVG 16.1. Além disso, Florentino é colaborador de veículos e iniciativas de peso como a revista National Geographic Brasil e o Rainforest Journalism Fund, do Pulitzer Center e atua como freelancer para agências internacionais como AFP, DW, Reuters, além do Greenpeace, Sumaúma, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Isto é, Getty Images, entre outros veículos. Essa vivência, que inclui a cobertura de pautas ambientais e de sustentabilidade através de sua própria página, a LupaMT, o coloca em contato direto com as realidades complexas e muitas vezes perigosas que exigem uma rede de proteção eficaz.

Para entender melhor: o que faz a Rede

Coordenada pelo Instituto Vladimir Herzog em parceria com a Artigo 19, e com o apoio de entidades como Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores tem um objetivo central: garantir que a liberdade de expressão não seja silenciada pela violência. Suas atribuições incluem:

• Apoio integral: Oferecer suporte jurídico, psicológico e estratégico para profissionais sob ameaça.
• Articulação: Mobilizar diferentes setores da sociedade em todo o Brasil para criar uma malha de proteção robusta.
• Capacitação: Promover treinamentos e oficinas sobre segurança física e digital, avaliação de riscos e proteção de fontes.
• Defesa coletiva: Atuar politicamente em defesa do direito à comunicação como um pilar da democracia, combatendo violações e lutando por justiça socioambiental.

A nomeação de um representante com trânsito em diversas áreas do jornalismo e com engajamento sindical, como Florentino, sinaliza um passo importante para a interiorização e o fortalecimento dessa luta em Mato Grosso. A tarefa é desafiadora, mas a articulação em rede se mostra, cada vez mais, como a resposta mais contundente para proteger quem tem a missão de informar.

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